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TÓPICO: Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia.

Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 18 Dez 2013 20:26 #210252

Avião alcança 4 mil km e tem velocidade duas vezes maior que a do som.
Preferido dos militares, é capaz de atacar alvos no ar e terra além da visão.




Reportagem completa :AQUI

Abraços.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 09:04 #210280

Melhor assim, venceu o preferido do maior interessado (a força aérea).

Ou assim parece.... o Lula também havia prometido comprar os Rafale. :laugh:

Sabe como é político: tem extrema desenvoltura para "desdizer" o que disse há pouco. Só teremos certeza do avião escolhido quando o negócio se efetivar de fato, com contrato assinado.

BBL
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 09:34 #210285

Por que o Brasil precisa dos caças?

"Para continuar a ser um país pacífico, o Brasil precisa respeitar e ser respeitado"

Piada do ano : O Brasil não é um País pacífico é SUBMISSO.

Veja aqui :AQUI

Abraços.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 09:43 #210287

Este assunto sobre os caças é muito mais polêmico do que muitos imaginam. A começar com a "justificativa" de que era o caça mais barato. Como assim? O Gripen NG seria mais barato se o mesmo existisse, mas nem protótipo tem, sem falar que só começará a voar (a versão final) em 2018 (e o protótipo em 2015), segundo o fabricante SAAB. A conta do desenvolvimento precisa ser paga e recai sobre o comprador, que não será a Suécia, pois claramente afirmou que não comprará este modelo (NG, New Generation).

Há uma estória sobre o AMX brasileiro (conhecido como A-1 na FAB) que foi apelidado de "F-32", por custar o dobro de um F-16 norte-americano. Ao participar do desenvolvido de um vetor militar a absorção de tecnologias é incontestável, mas paga-se para se ter isso, aliás, paga-se muito caro. Não vejo problema algum em pagar-se caro para ter-se o Gripen NG e muita de suas tecnologias embarcadas; o que não concordo é com a alegação de que a escolha recaiu pelo menor preço do caça -- isto não é verdade.

Mas é um bom caçinha, com boa e moderna tecnologia embarcada, a pena é saber que ele é "perna curta", visto que o alcance é muito limitado (quando comparado com os outros dois concorrentes -- derrotados), ainda mais em um país com dimensões continentais (e não como a Suécia, um país minúsculo). É necessário um número maior de Gripen NG para poder atender as necessidades do país. Fora estes detalhes, questionados por muitos (igualmente), é uma boa escolha sim.


[]'s

Xamanian
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 09:57 #210290

Garcês,

concordo que o Brasil não é um país pacífico, não do jeito que se fala por aí. Na verdade o Brasil está pacífico, ou seja, tem mais de uma centena de anos que não entramos em guerra/disputas (este é o significado de ser pacífico). Algo que é diferente de ser pacífico é não ser imperialista; isto, de fato, o Brasil não. Ser imperialista é apresentar-se como uma nação que conquista territórios, custe o que custar; exemplos são desnecessários. Resumindo: o Brasil não é imperialista (não visa territórios de ninguém) e está pacifista (pois ainda não foi provocado suficientemente para entrar em guerra/disputa com ninguém). Ainda bem!

Porém discordo da afirmação de que o Brasil é "submisso". Um indivíduo, ou uma nação, só pode ser tratado como submisso quando tem capacidade e poder para agir efetivamente e opta por nada fazer. Este não é o caso do Brasil, visto que, militarmente falando, não dispor de capacidades mínimas para assegurar poder contínuo. Então, quando não se tem poder dissuasório, opta-se pela diplomacia; e negociações diplomáticas não são necessariamente submissas. O que falta à diplomacia brasileira, ótima por sinal, é o seu último argumento nas negociações, aquele argumento máximo que se usa quando tudo mais não for possível: forças armadas armadas, bem treinada e efetiva. Não temos isso ainda, pois tudo foi sucateado nas últimas 4 décadas; estamos em fase de reaparelhamento, muito longe da falada corrida armamentista na região. Mas isto tudo está mudando, a olhos nus, em boa velocidade, por sinal. ;)


Abraços,

Xamanian
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 10:33 #210296

venceu o preferido do maior interessado (a força aérea).

Bruno

Sim, parece que finalmente resolveram, por caminhos tortuosos, comprar o avião que os militares da área queriam.
Não tenho o necessário conhecimento para dizer se foi uma boa ou má escolha, pois minha área era aviação de transporte. E mesmo em aviação de transporte estou totalmente defasado. :(
Mas convivi muito com o pessoal da caça. Sempre que havia uma operação deles a gente ia junto, dando apoio.
Participei das primeiras missões de acompanhamento dos F-5, em 1975, de Palmdale para Santa Cruz, e conheci nessa ocasião, coisas muito interessantes sobre a aviação de caça.
Tivemos nessa viagem muitos episódios para fazer rir...ou chorar.
Como o caso de um piloto que ficou preso dentro do 'cockpit', no sol de meio dia de verão de Porto Rico, só porque desligou o motor antes de ter sido liberado para isso pelo pessoal de terra.
Nosso Hércules, com o equipamento de apoio de solo (fonte de força incluída) ainda não havia pousado, e nenhuma das trocentas fontes de força da US Navy servia.
O Hércules precisou trocar um motor em Palmdale e atrasamos alguns dias. Ah, que saudade daqueles dias no Holliday Inn, daquela máquina de fazer gelo no corredor, daquela boate com música ao vivo..Lembro até da música que tocava:
.
A bebida da vez era um Cuba Libre... :whistle:
Enquanto nosso avião era reparado, a esquadrilha de F-5 foi adiantando a viagem. Aviões de caça tem baixa autonomia (sem reabastecimento em voo) e eles vieram 'pingando' em bases americanas, onde equipamento e apoio de solo nunca faltavam. Só que em Roosevelt Roads, em Porto Rico, a base era da US Navy, com aviões e equipamentos todos diferentes.
Voltando ao presente.
Segundo tenho lido, é um avião moderno (mais até do que os concorrentes, pois ainda está 'no forno'), tem autonomia maior que os dois concorrentes, e, principalmente, vai propiciar transferência de tecnologia.
Isso, para mim, é o mais importante. De que adianta ter uma força aérea com o melhor que existe, se, em situação de conflito, vc não tem garantia de suprimento?
Lembro de quando a Força Aérea Argentina ficou sem mísseis (Exocet) para combater os ingleses. Embora os referidos mísseis fossem fornecidos pela França, segundo dizem, os americanos conseguiram convencer aquele país a não vender essas armas para os argentinos.
Li que, ao contrário dos concorrentes, o avião aceita armas fornecidas por outros países.
O que mais me espantou nessa notícia toda foi saber que o Tenente brigadeiro Juniti Saito ainda está na ativa. Convivi com ele até 1995, quando me aposentei. O homem é de ferro! :)

Abs
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Última Edição: 19 Dez 2013 10:46 por luizcarlosrio.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 11:06 #210302

Boa tarde Xamanian,

Ainda sobre o AMX, diz a lenda que a sigla na verdade quer dizer "Avião Melhor que o Xavante" (jato ítalo/brasileiro da década de 60), e que depois das avaliações dos voos de ensaio, houve forte movimento para renomeá-lo "APX". :laugh:

O Gripen NG pode não ter preço de aquisição tão baixo quanto modelos já estabelecidos, mas o negócio não é venda simples, envolve transferência de tecnologia como você já mencionou. Outro aspecto, também muito importante para nossa economia, é o custo de operação, que será mais baixo que o dos concorrentes, especialmente se comparado à sua capacidade. Não depender de pós-combustão para manter voo supersônico aliado ao fato de ser monomotor torna o custo operacional muito baixo quando operado em velocidades elevadas, se comparado a outros modelos (que ou dependem de pós-combustão, aumentando muito o consumo, ou são birreatores, dobrando o consumo - para não falar em custos de manutenção de motores). O modo "super-cruise", operando acima de Mach 1, com apenas um motor e sem pós combustão é uma maneira muito eficiente de voar em alta velocidade, e um ponto a favor inegável para o modelo (que de quebra mantém a opção de acionar a pós-combustão, atingindo Mach 2).

O raio de ação também não deixa a desejar. Em combate, é 1300km (Rafale:1000km 1850km, Boeing F-18:1000km) e em translado, 4000km (Rafale: 3700km, Boeing F18: 3300km). Claro que o Brasil tem dimensões continentais, e o alcance passa a ser um problema concreto não só para o Gripen mas igualmente (ou ainda mais) para outros modelos.

Aviação militar é longe de ser minha especialidade, mas do que já se publicou creio que o modelo tem características muito interessantes mesmo comparado a outros jatos, não acho que "caçinha" seja uma denominação justa (até por que ele é avião "multi-role", não apenas um caça). De uma maneira ou de outra, foi este o modelo considerado ideal pelos experts no assunto, na Força Aérea.

Abraços,
BBL
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Última Edição: 19 Dez 2013 11:37 por BrunoBL.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 11:12 #210303

Luiz Carlos,

conheço bem o tema... O Gripen NG é o caça, entre os três finalistas ("short list") que apresenta o menor alcance e menor raio de combate. Rafale (Dassault) e F/A-18 SH (Boeing) chegam a ter o dobro do alcance. Além do mais, a eletrônica embarcada (isto quando for embarcada, pois o NG ainda não existe -- protótipo só em 2015 e o primeiro de série só em 2018 --, é inferior em alguns pontos e superior em outros. Por exemplo, o novo radar AESA (que não está pronto ainda) é inferior ao radar AESA do Rafale e bem mais inferior ao AESA do F-18. Na maioria dos demais aviônicos, tudo fica mais ou menos empatado, exceto, talvez no datalink, onde a fusão de dados no Gripen tem-se mostrado superior. Motivo: o Gripen A/B é considerado o primeiro caça de 4ªG do mundo e caças desta geração são caracterizados pela capacidade nativa de NCW (guerra centrada em redes, na sigla inglesa).

Mais sobre o vencedor pode ser visto no site oficial da FAB, específico para o NG:

www.gripenng.fab.mil.br/index.php

Este site, que foi criado ontem, apresenta imprecisões em algumas partes, visto que os textos, ao que parece, terem sido retirados do material produzido pela SAAB (fabricante do Gripen), onde nota-se excesso de marketing. De qualquer forma, é uma boa leitura.


[]'s

Xamanian


PS: parabéns pelo relato, muito interessante. ;)
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 11:15 #210304

Luiz,

Sempre interessante ouvir essas histórias - você deve ter dúzias para contar. Se morássemos mais perto, lhe pagaria um refrigerante para ouvir algumas, KKK.

Obrigado pelos oportunos comentários sobre o tema. Você postou enquanto eu editava o post, não havia visto ainda. Com seu background, está muito melhor qualificado para comentar do que eu.

Abraços,
Bruno
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 12:04 #210311

Bruno,

mais ou menos... :cheer: :cheer:

A transferência de tecnologias, enquanto propostas (e divulgadas por aí), era melhor com o Dassault Rafale; oferecia muito mais. No caso do SAAB Gripen NG a ideia é parceria, ou seja, as tais transferências viriam/virão na forma de desenvolvimento (pagando-se por isso, claro, mas com o Rafale seria a mesma coisa). A vantagem do Rafale é ter um caça operacional, com tecnologias prontas, mas ainda em desenvolvimento e já testado em combate. A vantagem do Gripen NG é justamente não ter um caça pronto, permitindo uma personalização do mesmo de acordo com os interesses da FAB. A transferência de tecnologias do Rafale viriam prontas, tipo "pague e lhe dou isso"; já do Gripen NG virá na forma de desenvolvimento, tipo "o que você precisa?" Tudo tem o seu preço, nada é barato. Sobre o F-18, sem comentários, já que americanos não transferem tecnologias mesmo.

Super-Cruise: conversa pra boi dormir! Esta expressão foi cunhada pelos americanos para enaltecer os seus caças de 5ªG, F-22 e F-35, para demonstrar a potência dos motores usados; só que o tiro saiu pela culatra. Tão logo esta capacidade foi anunciada, os russos provaram que o seu SU-35 BM dispunha também, depois apareceram o Typhoon (do consórcio europeu Eurofighter) e o demonstrador de novas tecnologias da SAAB Gripen (que dizem ser o NG, mas que não é, pois se trata de um Gripen D, biplace, com novas asas e motor) fazendo a mesmíssima coisa. Resumindo: o modo super-cruise só ocorre em situações muito especial, em altitudes elevadas, sem carga externa (quando muito, dois pequenos mísseis ar-ar) e nada de tanques de combustíveis externo, ou seja, em caso de guerra mesmo, isto nunca será usado, pois os caças estarão carregados. Super-cruise é marketing puro, nada efetivo.

Como o super-cruise não se aplica em situações reais, não faz sentido falar em redução de custos. Em tempos de paz, os caças não voam em velocidade próxima de Mach 1, pelo contrário, voam bem abaixo disso, normalmente 600-700 km/h. Além disso, em combate real ou simulado, a velocidade despenca (para deixar o vetor mais manobrável), algo em torno de 300-400 km/h no máximo. Ignore o super-cruise, não passa de um bônus que não tem utilidade prática. :) :)

Os alcances que você colocou estão equivocados, não condizem com a realidade. O raio de ação de um Gripen NG (quando ele existir, claro) é previsto como sendo de 600 km, carregado com mísseis ar-ar para defesa e ataque, um ou dois mísseis ar-superfície ou bombas (4-6, dependendo do tamanho/peso). Em condições análogas, o raio de combate do Rafale e do F-18 ficam entre 1600-1800 km. Note, sem reabastecimento em voo. Alcances de translado só tem interesse em tempos de paz, quando se leva um caça de uma base para outra. Ou seja, o alcance máximo ocorre com o vetor abastecido com o máximo de combustível, interno e externo, com grandes tanques externos inseridos sob as asas nos lugares dos cabides dos armamentos, portanto não tem capacidade bélica (só o canhão e nada mais). O maior problema do Gripen está em sua limitadíssima capacidade no que tange ao alcance quando carregado com armamentos para missões reais. O Gripen é um caça leve, tendendo a médio, como o F-16, nunca terá a capacidade de um caça médio-grande como o Rafale, F-18 e Typhoon, muito menos de um caça grande, como F-15 e SU-35. Por outro lado, por ser menor, possui menor assinatura radar (RCS), que é um fator extremamente importante, visto que os radares inimigos precisarão se aproximar mais para poder vê-lo na tela; isto compensa a pouca carga e o pequeno alcance.

Mas tecnologicamente falando, o Gripen NG é um senhor caça, muito bom!


[]'s

Xamanian
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 12:24 #210312

gripen.jpg


Fonte: Jornal OGlobo.
  • adinis
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Numa civilização ideal todos deveríamos ter os mesmos privilégios e regras mas, sabemos, que no dia a dia isto não é assim. Por isto "utopia" passou a ser sinônimo de desejável mas não alcançável. Pena!
Última Edição: 19 Dez 2013 12:25 por adinis.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 12:50 #210315

Xamanian

Igualmente... mais ou menos... :cheer: :cheer:

A tecnologia "pague e lhe dou isso" não necessariamente contempla a condição que foi dada no caso do Gripen: garantia que o que for desenvolvido na parceria, no Brasil, como resultado da transferência, será vendido exclusivamente pelo Brasil. Gripens com dispositivo "X" resultante dessa parceria terão o dispositivo fabricado e vendido pelo Brasil e por nenhum outro país. Não sei se a parceria da Dassault previa isso.

Não estou convencido de que o voo a Mach 1.2 sem pós-combustão seja "nada efetivo". É perfeitamente concebível que haja cenários onde o voo supersônico-baixo (com maior alcance do que Mach 2) seja desejável mesmo aliado a apenas mísseis ar-ar. A possibilidade de rápido deslocamento para regiões de fronteira é um exemplo.
´
EDIT -
Ainda que o "supercruise" fosse (ou seja de fato) só "marketing", a economia operacional é inegável. O Gripen atinge velocidade de Mach 2 (superior à dos Super Hornets e Rafale, ambos restritos a Mach 1.8) com apenas um motor, os demais são birreatores. A economia está no menor consumo horário, em manutenção e peças de reposição para os motores.


Ao mencionar combate real entre 160kt (300km/h) e 215kt (400km/h) você provavelmente se refere a dog-fights cinematográficos em curta distância, manobrando visualmente para se posicionar em melhor condição de tiro, etc. Mas na maior parte das vezes o combate real é feito a dezenas de km de distância do inimigo, selecionando alvos, lançando mísseis que os abatem automaticamente e sequer vendo de fato os mesmos atingindo o alvo.
Os alcances que você colocou estão equivocados, não condizem com a realidade. O raio de ação de um Gripen NG (quando ele existir, claro) é previsto como sendo de 600 km, carregado com mísseis ar-ar para defesa e ataque, um ou dois mísseis ar-superfície ou bombas

Várias fontes, inclusive o link que você mesmo disponibilizou, mostram raio de ação em combate de 1300km e 4000km em translado, como eu havia dito. Claro que sempre poderemos alegar tratar-se de marketing. Mas até segunda ordem, vale o escrito.

[]s
BBL
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Última Edição: 19 Dez 2013 13:23 por BrunoBL.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 16:30 #210327

Esse avião e top de linha ou era qdo eu tinha 25 anos pena que agora estou com 57, so mais um lixo voador deixaram de adquirir um avião bom para fazer birra pros americanos.
  • esmerilho
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 19 Dez 2013 17:54 #210337

Esmerilho - Você está enganado. Trata-se de um projeto, o avião não foi fabricado ainda.

BBL
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 20 Dez 2013 00:55 #210373

adinis,

quando vi pela primeira vez a imagem com o Raio de Combate dos Aviões da matéria fiquei pensando "tem coisa estranha nesse exemplo", mas na hora não identifiquei o quê



só mais tarde é que fui ver a coisa sob outro ângulo: esta é uma métrica que só faz sentido se decolagem e pouso forem na mesma Base Aérea ! mas quem disse que o jato teria que voltar para Anápolis ? rsrsrs

ou seja, o piloto poderia perfeitamente decolar de lá e ir além do Raio de Combate, até o Arroio Chuí/RS, desde que ao retornar fizesse seu pouso por exemplo na Base Aérea de Porto Alegre

será que eu deveria postar isso lá no link da matéria ? rsrsrs

:silly:

Sk
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 20 Dez 2013 07:30 #210382

Dilma contraria Lula e compra caças suecos da Saab
Lula que não deve ter gostado da rasteira que levou, ou não; ela não comprou caça, comprou um resfriado: GRIPEN!
Quando assumiu o principal gabinete do Palácio do Planalto, em janeiro de 2010, a presidente Dilma Rousseff ordenou a imediata paralisação das negociações para a compra de caças supersônicos, previsto no programa FX-2, criado para reaparelhar a Força Aérea Brasileira. O FX-2 e todos os seus apêndices se arrastam há aproximadamente dezoito anos, tendo envolvido na disputa pela preferência do governo brasileiro três gigantes do setor da aviação militar. A norte-americana Boeing, com o modelo F-18 Super Hornet; a francesa Dassault, com o polêmico Rafale; e a sueca Saab, com o imaginário Gripen NG.
A presidente sentiu cheiro de fumaça na bilionária negociação, que anos antes foi dada como certa e finalizada por seu sucessor, Lula, que garantiu o negócio ao lado do então presidente da França, Nicolas Sarkozy. Na sequência surgiu Nelson Jobim, à época ministro da Defesa, para não apenas defender a compra dos Rafale, mas também para externar uma bisonha paixão pela Dassault, que o levou à França, onde participou da famosa feira de Le Boruget, dedicada ao setor de aviação.
Pois bem, Dilma deu um drible nos protagonistas do negócio, que a partir de agora terão de se explicar com os franceses, que torraram muito dinheiro com a usina de promessas e desmentidos. Isso porque por volta das17 horas desta quarta-feira (18) o ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciará que o modelo escolhido pelo governo para reequipar a FAB é o sueco Gripen NG.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 20 Dez 2013 09:24 #210388

Sherlock escreveu:
... o piloto poderia perfeitamente decolar de lá e ir além do Raio de Combate, até o Arroio Chuí/RS, desde que ao retornar fizesse seu pouso por exemplo na Base Aérea de Porto Alegre

Veja Sherlock que eu sou uma pessoa avessa a discussões. :evil:

Na verdade só postei esse infográfico porque achei bonitinho! Além do quê nenhum dos três cobrem perfeitamente nosso território. Pelo o que os especialistas Bruno e Xamanian escreveram acima se, efetivamente, com armas o alcance é mais reduzido ainda.

Então se a (grande) maioria está feliz: a Aeronáutica que é a mais interessada, a Embraer, a cidade de São Bernardo do Campo com seu prefeito do PT e grande amigo do Lula (se é que ele, Lula, tem mesmo algum amigo e, por ele, a ganhadora seria a França) e nós mesmos pelo valor mais baixo pago porque não aceitarmos de bom grado essa escolha?

Grande abraço.
  • adinis
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 20 Dez 2013 10:01 #210390

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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 20 Dez 2013 10:17 #210395

Três porquês!

Por que não comprar o caça americano. Sempre eles têm 1001 motivos para ficar no controle do negócio, ou seja, por qualquer motivo: uma disputa sobre filho de americano com brasileira e um senador ou deputado propõe embargo de peças, o presidente briga com a mulher, mais embargo e por aí vai, a lista não tem fim;

Por que não comprar o caça francês. Quando da negociação do acordo nuclear fracassado entre Brasil/Turquia com o Irã, um ministro francês de cujo nome não me recordo, pronunciou-se não em favor do Brasil, mas em favor das potências; ora, se num momento daquele, em que os países ainda estavam num processo de negociação comercial, e, mesmo assim, não teve apoio moral por parte dela (França), quando teria então? Depois de tal posicionamento senti que "os caças tinham ido pelos ares".

Por que comprar o caça sueco. Bem, a Suécia não faz parte dos países que têm poder de veto da ONU, não faz parte do grupo intervencionista, aqueles que dizem ser "protetores dos direitos civis", uma escusa vil, em tese, tem menos interesses global do que os outros dois protagonistas e, mais, por ser um avião ainda em desenvolvimento, ou seja, o Brasil poderá moldá-lo aos seus interesses. Tem custo? Claro que tem. Mas ninguém acredita em almoço grátis, acredita?

NNunes
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 20 Dez 2013 14:49 #210411

Bruno esse avião e apenas a customização de outro já existente, seria a mesmo coisa que vc pegar um fiat Uno colocar novas grades dianteira um arzinho condicionado e dizer que e um novo carro , para vc ter uma ideia qdo esse projeto surgiu o Brasil era apenas tricampeão o Senna tinha ainda nem corria na formula 1, ainda não tínhamos eleito nenhum presidente pelo voto direto após o golpe de 1964.
en.wikipedia.org/wiki/Saab_JAS_39_Gripen
BrunoBL escreveu:
Esmerilho - Você está enganado. Trata-se de um projeto, o avião não foi fabricado ainda.

BBL
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 20 Dez 2013 18:01 #210430

Esmerilho - Eu já havia entendido que você se referia ao Gripen da década de 80 mas acredite, o NG é inteiramente diferente, por isso é que você está equivocado.

Seu exemplo de customização de carro não se aplica em aviação. Não se trata de grades dianteiras ou ou ar-condicionado, mas aviônica, software, turbina, sistemas, radar, tudo é novo. Pode-se dizer que a única coisa que se manteve é a aparência externa. Provavelmente há componentes estruturais em comum com o Gripen atual, mas isso é o de menos, não é aí que está o filé mignon da tecnologia. São justamente as coisas que não são aparentes à primeira vista que tornam a versão NG um avião completamente diferente daquele que você mencionou.

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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 20 Dez 2013 22:46 #210457

Que venha essa maravilha da tecnologia aeronáutica .

E que não fique se arrastando igual ao submarino nuclear brasileiro , que segundo relatos vai ficar pronto em 2025.




Até lá já roubaram todo o pré sal, porque os americanos estão de olho nessa riqueza.

E o Brasil é um gigante com pés de barro.

Abraços
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 21 Dez 2013 21:04 #210522

Bruno entendo o que quer dizer , mas isso seria igual a Jornada nas Estrelas: A Nova Geração , o fato de colocarem novas armas e software e nova sigla, não faz desse avião um caça novo, nem sei se pode ser considerado um caça de 4ª geração razoável, qdo ja existem projetos de caças de 6ª geração esse avião quando começar a operar vai ser um elefante voador, o melhor seria comprar algo já pronto pra uso, e desenvolver um projeto totalmente nacional.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 22 Dez 2013 05:24 #210543

esmerilho -

Quando um modelo é suficientemente diferente de suas versões anteriores, é sim considerado outro avião. Cito como exemplo os Boeing 737NG (-700, -800, etc), que apesar de ter componentes estruturais, a forma e outros detalhes em comum com os 737 clássicos (-300, -400, etc), são suficientemente diferentes em seus sistemas e eletrônica embarcada para serem considerados um novo avião e ainda assim mantêm a nomenclatura "737". São aviões tão diferentes que têm "type rating" e cursos de formação específicos (a carteira de habilitação dos clássicos não permite voar os NG e vice versa). No entanto, para o público leigo e para o passageiro é tudo 737, mas acredite, as diferenças são de fato muito grandes. Idem com o Gripen C/D e NG. Mas claro, você pode ter sua opinião, não estou aqui para muda-la.

Quanto a desenvolver aqui em vez de comprar a transferência de tecnologia de outro país, foi uma decisão de administração de recursos. É simplesmente impossível desenvolvermos sozinhos um produto que sequer se aproxime do Gripen NG com recursos e prazo razoáveis. Longe de ser um elefante branco ou um caça razoável, é consenso no meio especializado que o Gripen NG é tecnologicamente um dos mais avançados do mundo (se não for "o" mais avançado) em sua classe.

BBL
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 22 Dez 2013 08:51 #210557

Entrando na conversa...

Não gosto de opinar sobre assunto que não conheço a fundo, mas a discussão está interessante e eu não resisti. :whistle:

Eu sou da opinião de que a simples mudança em um determinado ítem de um carro, avião ou outro veículo pode transformar esse em outro.

Um exemplo é um avião com o qual eu trabalhei durante 11 anos, e que acabei conhecendo muito bem.
Trata-se do Hércules C-130. Não dá para comparar o C-130 A, o primeiro a voar, com o que é fabricado (ainda é fabricado? não tenho certeza.) atualmente.
E não precisou muitas modificações para essa mudança toda não. Não foi preciso nem substituir seus 4 motores Allison t-56.
Ah, a propósito, aviões têm sempre motores, seja um teco-teco, seja o mais avançado jato.
Turbina, como muitos costumam chamar os motores de aviões a jato, é um termo errado. Se eu fosse um motor eu ficaria muito p. da vida se me chamassem de turbina. Isso porque a turbina é simplesmente um componente do motor. Em motores turbo hélice ela é mais importante do que em motores a jato puro, pois elas são as responsáveis pela produção de 90% da potência. Em motores a jato puro elas servem simplesmente para acionar o compressor e mais alguns componentes ou acessórios, pois a potência que desloca o avião não depende diretamente delas.
Nesses motores modernos eu não sei exatamente, mas o papel delas aumentou novamente, já que acionam também aquela roda de turbina lá na frente, responsável por parte do empuxo.

Voltando ao C-130, bastou aumentar em algumas dezenas de graus Centígrados a temperatura de entrada na primeira roda de turbina para aumentar brutalmente a potência do motor. Aumentou tanto que, em climas frios, não se pode avançar a manete de potência até o batente, pois pode-se ultrapassar a potência suportada pelo motor. Mais especificamente, pela caixa de redução, que transmite o movimento da turbina para a hélice. O que propiciou o aumento da temperatura da turbina foi simplesmente fazer as pás das mesmas ocas, com circulação de ar internamente a elas.

Então, para missões em pistas curtas e não preparadas, em clima quente (no qual motores turbohélice perdem muito desempenho, o C-130 E (nem estou falando do A) e o C-130 H são dois aviões diferentes.

No caso de aviões feitos para a guerra, não conheço exatamente as características necessárias, mas acredito que muitas modificações podem ter tornado o Gripen moderno em um avião diferente do Gripen antigo.

Abs.

P.S: Nessa história toda, fiquei com receio de que a Presidente Dilma, como mulher, usasse outros critérios para escolher o avião. Sabe como é mulher nessas coisas. Costumam escolher pela cor, pelo 'design', etc. Não interpretem as mulheres do fórum que lerem isso como um rótulo de que sejam inferiores aos homens. Admiro as mulheres por inúmeras qualidades, que as tornam superiores aos homens em várias coisas.
E no dia em que mulheres pensarem igual a homens, vai ser um dia muito triste. É essa diferença, na minha opinião, o que as torna tão adoráveis.
P.S 2: Existe atualmente o Hércules J, aquele com as hélices esquisitas, mas não sei se hoje ainda se fabrica o avião ou se é um 'upgrade' de motor/hélice ou só da hélice. Acredito que, sendo uma hélice de 8 pás, sua rotação deve ser menor, o que implica pelo menos em mudança da caixa redutora (gear box) do motor.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 22 Dez 2013 09:54 #210565

Luiz,

Você toca num assunto interessante - a relação entre a temperatura de admissão na turbina logo após a câmara de combustão e a potência do motor. Quanto mais alta, mais potência se consegue extrair do motor, mas há limites impostos pela metalurgia das palhetas. No caso que você citou, a refrigeração interna das palhetas permitiu elevar a temperatura de entrada (TIT) o suficiente para obter um aumento expressivo de potência. Quanto às hélices de 8 pás, normalmente o que ocorre é que quanto mais pás a hélice tem, maior a potência do motor que ela consegue transferir para o ar, acelerando-o. Quando se quer usar motores mais potentes esse recurso é mais vantajoso do que alternativas como aumentar o diâmetro ou RPM da hélice, normalmente associadas a perda de eficiência e aumento expressivo do ruído.

BBL
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 22 Dez 2013 10:52 #210574

quanto mais pás a hélice tem, maior a potência do motor que ela consegue transferir para o ar, acelerando-o.

Isso ocorreu na mudança do C-130 A para o C-130E. O primeiro tinha 3 pás por motor.

Eu presumi que, com 8 pás, o espaço e entre elas diminuiu muito, o que tira a eficiencia, já que o ar tem menos tempo para preencher os espaços. Presumi, baseado nisso, que a rotação tivesse diminuido também.
Um grande problema em aviões quadrimotores à hélice são o ruído e a vibração causadas pelo cruzamento das pontas das pás, que se dá normalmente em velocidade supersônica. Diminuindo a rotação da hélice diminui-se o problema.

Abs
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 22 Dez 2013 12:49 #210586

Luiz,

Mesmo com muitas pás, uma pá não chega a atrapalhar a outra, pois como o ar está em movimento sendo sugado pela hélice, nenhuma pá está na esteira de turbulência ou no vórtice de ponta de pá das demais, todas recebem ar "limpo".

Até hoje os exemplos que já vi de motores que tiveram a quantidade de pás aumentada, manteve a RPM (mas não sei qual foi o caso no Hercules). Geralmente tenta-se fugir do fluxo supersônico pelo enorme arrasto adicional nesse regime na ponta da pá. É justamente isso que causa a perda de eficiência (e ruído) mencionado no outro post. A bem da verdade, como em qualquer asa ou aerofólio, sempre que a hélice gera empuxo haverá arrasto induzido na ponta das pás e quanto mais pás, maior será o arrasto induzido total. Logo, a troca por mais pás não é assim tão vantajosa quanto se poderia supor.

Com uma breve pesquisa (*) descobri que o Hercules tem hélice de 4.1m de diâmetro girando a 1021 RPM. Fazendo as contas (PI * D * RPM * 60 / 1000), a ponta da pá está voando a uns 790 km/h, ainda abaixo do fluxo supersônico (mesmo considerando a aceleração do ar, que viaja mais rápido que a pá). Se a hélice for maior, precisará girar mais devagar; se girar mais rápido, precisará ser menor, para manter a mesma velocidade na ponta da pá.

(*) - Se por acaso você já não tiver esse documento, acho que vai gostar: www.lockheedmartin.c...ervice-News/V6N4.pdf

Abraços,

BBL
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 22 Dez 2013 22:00 #210631

a ponta da pá está voando a uns 790 km/h

Bruno

Quando falei em velocidade supersônica, me referi ao cruzamento das pás de duas hélices adjacentes.
Pelo menos era isso que ensinavam no curso de hélice de C-130.
O ruído e vibração eram causados por esse cruzamento supersônico.
Acho (chutômetro) que o novo cargueiro frances que esqueci o nome tentou resolver esse problema fazendo as hélices adjacentes girarem em sentido contrário. Pelo menos é o que parece nas fotos do bichão.
Tanto que o sistema de sincronismo de velocidade e de fase das hélices tinha por finalidade manter a mesma rotação das 4 hélices e evitar o cruzamento de pás, o que era conseguido com o sincronismo de fase.
Um Hércules fotografado de frente sempre mostrará o mesmo posicionamento relativo das pás das 4 hélices, isso é sincronismo de fase.
A gente identificava se faltava sincronismo de fase ou de rotação pelo ouvido. Cada problema (falta de rotação ou falta de fase) causava um ruído diferente.

Abs.
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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 23 Dez 2013 08:02 #210641

Luiz,

Talvez o termo "supersônico" de seu curso tenha sido referencia à transmissão da vibração pela hélice e restante da estrutura do avião, não propriamente à velocidade de cada pá. Embora as velocidades relativas se somem por terem sentido oposto de movimento, uma pá não estará supersônica em relação à outra. A velocidade de um objeto em relação ao som é sempre em relação ao meio (no caso, o ar), nunca em relação a outro objeto, e não se altera seja qual for a velocidade ou direção do movimento de um outro objeto próximo: se ambos estiverem subsônicos, não haverá as ondas de choque características do voo supersônico ainda que suas velocidades somadas ultrapassem a velocidade do som. Há aviões comerciais se cruzando a curtíssima distância todos os dias (dá até medo, coisa de 300m) com velocidades somadas de 1800km/h e nem por isso há estrondo sônico. Por comparação, um avião viajando acima da velocidade do som vai deixando um "rastro" de estrondo sônico no solo ao longo de sua rota, que é muito audível, ainda que ele esteja a 10km de altitude.

No caso do avião francês, creio que você se refere ao Airbus A400M. Aliás, esse monstrinho tem motores de incríveis 11.000HP e voa a quase 800 km/h, surpreendente para um turbo-hélice. Pelo que li há pouco, nesse avião as hélices contra-rotativas numa mesma asa visam uma melhor distribuição do empuxo das hélices sobre as asas e melhores respostas aos comandos, não especificamente redução de ruído.

Nos bimotores leves ajustávamos a sincronia manualmente, de ouvido mesmo. Coisa de primo pobre. :laugh:

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Conheça o novo caça do Brasil, que será produzido com a Suécia. 23 Dez 2013 14:05 #210676

Voltando ao tema: Enquanto o Gripen não chega, FAB fecha bases para economizar.

Resumindo para quem não quiser ler toda a reportagem: Os Bandeirantes da Base Aérea de Fortaleza foram transferidos para Natal, para onde também foram os helicópteros Esquilo da Base Aérea de Santos, e a aeronáutica estuda fechar a Base Aérea dos Afonsos, no Rio. Ainda segundo a matéria, os pilotos de caça não estão voando nem 150 horas por ano.

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