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TÓPICO: Disso eu sabia e você?

Disso eu sabia e você? 10 Set 2013 17:14 #202629

matéria jornalística


As aulas desse professor são esclarecedoras, ele explicava o porquê das coisas.”


Isto foi dito pela doutora em matemática que vai fazer pós-doutorado na França. Aqui no fórum por mais de uma vez já afirmei algo bem parecido com isso relacionado à gramática (sou interessado no assunto). Tudo é fácil ou difícil a depender exclusivamente de quem ensina.

Às vezes se vê postagens com erros relacionados à crase fáceis de serem evitados. Um pouco sobre isso. Ocorre a crase para indicar a fusão de dois AA, sendo um deles (o primeiro) preposição e o outro artigo.

Fui a pé à escola.

Diante da palavra pé não há crase porque é palavra masculina e, portanto, se artigo houvesse seria “o” e não “a”. Aqui faltou o “a” artigo. O outro “a” é preposição, pois, quem vai, vai a algum lugar.
E a crase diante de escola? Já sabemos que já existe o “a” preposição, pois, quem vai “vai a”. E para descobrir o “a” artigo? Simples, basta substituir escola por colégio e aparece o “o” artigo. Ora, se aparece o artigo “o” para colégio, vai aparecer também o artigo “a” para escola. Fui a pé ao colégio. Veja, a palavra sinônima não precisa se encaixar exatamente. Vou à praia amanhã. Pode-se trocar praia por banco, ficando assim: Vou ao banco amanhã. Viu que aparece o artigo “o” diante de banco. Conclusão: diante de praia vai aparecer o artigo “a”.

Não ocorre crase diante de pronome de tratamento porque ele não aceita artigo, exceto para senhora e senhorita. Ex. Peço à senhora que me ajude. Recorro a Vossa Excelência ...

Não há crase diante de verbo, seja empregado no infinitivo, ver, falar, ouvir ou flexionado verem ... porque se artigo fosse exigido seria o “o”. Ex: O falar dos cariocas ...

Para descobrir se nomes de cidades, estados, países exigem ou não o artigo “a”. Vou a Santa Catarina, Volto de Santa Catarina, não exige o artigo “a”, senão seria “da”, como explicado abaixo: "vou a volto de" crase pra que.

Para ajudar a memorizar; vou a volto de, crase pra que; vou a volto da, crase há. Outro exemplo: Vou à Roma dos Césares. Volto da Roma dos Césares.

Lembrando: além de o nome do estado, país, exigir o artigo “a” tem que o verbo também exigir a preposição. Pegando o exemplo acima: Vi a Roma dos Césares num documentário. Aqui o verbo ver não exige preposição, pois, quem vê “vê algo”, só existe o "a" artigo.

Têm as locuções femininas que são empregadas assim por tradição: à noite, vire à direita, à vista ...; acaba-se aprendendo por
meio de leituras, não tem jeito.

Não vou falar tudo para não me alongar, mas só com essas dicas já dá para matar muita coisa.

NNunes.
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Disso eu sabia e você? 10 Set 2013 17:23 #202630

Isso é bom, pois as vezes escrevo muito errado pois odeio Português e amo Matemática de coração.
Aconselhar escrever certo é primordial na vida de um ser Humano :oks.

Att.:
MC
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Disso eu sabia e você? 10 Set 2013 22:09 #202662

NNunes

Antes de mais nada, muito obrigado pela lição !

Para mim, a importância do modo como escrevemos está na clareza da mensagem e consequentemente em seu efeito
Como a maioria dos Engenheiros sofri muito com redação...
Hoje sofro bem menas

:huh:

Sk
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Disso eu sabia e você? 10 Set 2013 23:22 #202666

NNunes -
No tempo de escola, tínhamos um "macete" para memorizar a regra para localidades: "Se quando venho, venho "da", quando vou, craseio o "a" ==> Venho de Piracicaba, vou a Piracicaba; Venho da França, vou à França. É parecida com o "crasear pra que" (essa eu não conhecia).

Sherlock -
"Como a maioria dos Engenheiros sofri muito com redação..."

Certa vez ouvi uma conversa de duas sociólogas, uma contava à outra que havia conhecido um cara na noite anterior. Perguntada pela amiga sobre o encontro, ela disse que o cara era até legal, mas era engenheiro civil, "portanto praticamente analfabeto". :silly: :silly: :silly:

...És muele o quieres más?

BBL
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Disso eu sabia e você? 19 Set 2013 21:45 #203411

Olá, pessoal.

É comum ver alguém escrever tratando a pessoa por tu e terminando por você. Deve ser evitado.

Primeiramente uma palavrinha sobre o emprego do pronome o, a, lhe ...

Você pôs o lixo na rua? Você o pôs na rua? *

O menino desobedeceu ao pai. O menino lhe desobedeceu. *

Estaria errado escrever “O menino o desobedeceu”.

Isto tem a ver com a transitividade do verbo, ou seja, o verbo pede um complemento sem preposição (objeto direto) ou com a preposição (objeto indireto).

No primeiro exemplo a pergunta ao verbo é o que você pôs. Resposta: o lixo. Não é exigido preposição diante do complemento (lixo), portanto, objeto direto, usa-se o pronome o, a.

No segundo exemplo a pergunta ao verbo é desobedeceu a quem. Resposta: ao pai. É exigido preposição diante do complemento (pai), portanto, objeto indireto, usa-se o pronome lhe.

Moral da história. Os pronomes o, a são usados para objetos diretos. O lhe só para objetos indiretos.


Agora, o prato principal.

Tu e você: uniformidade de tratamento.

Alguém já te disse que você escreve de forma clara e concisa?

A frase começa o tratamento por tu e termina por você. Em linguagem informal não há problema, mas num concurso quem escreve assim vai perder algum pontinho. Tem-se que optar pelo tu ou pelo você. Jamais começar por um e terminar pelo outro.

Possíveis correções:

Alguém já te disse que tu escreves de forma clara e concisa? (certo)

Alguém já lhe disse que você escreve de forma clara e concisa? (certo)


Diz logo o que você quer. (errado) *

Diz (ou dize) logo o que tu queres. (certo) - Imperativo Afirmativo, formado do presente do indicativo (-s) = (diz ou dize)

Diga logo o que você quer. (certo) - Imperativo Afirmativo, formado do presente do subjuntivo = diga


Não põe tua vida em perigo, rapaz. (errado) *

Não ponhas tua vida em perigo, rapaz. (certo) – Imperativo Negativo , formado do presente do subjuntivo = ponhas

Não ponha sua vida em perigo, rapaz. (certo) – Imperativo Negativo, formado do presente do subjuntivo = ponha


Tratamento para tu.

Verbo no Imperativo afirmativo indica uma ordem, um pedido, uma sugestão. Forma-se do presente do indicativo, 2ª pessoa do singular, menos o s. Ex: tu compras = compra tu; ou 2ª pessoa do plural, vós comprais = (comprai vós).

Compra o meu computador.

Tratamento para você; forma-se da 3ª pessoa do singular ou do plural do Presente do Subjuntivo = compre, comprem;

Compre o meu computador.

Exemplos com asterisco (*): Prof. Dimas Monteiro de Barros.

NNunes.
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Última Edição: 19 Set 2013 21:50 por NNunes.
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Disso eu sabia e você? 19 Set 2013 22:17 #203416

A frase começa o tratamento por tu e termina por você. Em linguagem informal não há problema, mas num concurso quem escreve assim vai perder algum pontinho. Tem-se que optar pelo tu ou pelo você. Jamais começar por um e terminar pelo outro.
Quando li isto, não sei porque, me lembrei do Enem.

Vejam uma reportagem do UOL sobre o assunto:

Redações que receberam nota máxima na avaliação do Enem 2012 (Exame Nacional do Ensino Médio) tinham erros de ortografia, como "rasoavel", "enchergar" e "trousse", informou o jornal carioca "O Globo". As "melhores" redações do Enem têm erros de ortografia, concordância verbal, acentuação e pontuação.

O jornal recebeu cerca de 30 textos enviados por candidatos que receberam nota 1.000, comprovadas pelo MEC (Ministério da Educação).

Para obter pontuação máxima, os candidatos deveriam, de acordo com o "Guia do participante: a redação no Enem 2012", atender plenamente a cinco competências, inclusive "domínio da norma padrão da língua escrita". Pelo manual do MEC, desvios gramaticais mais graves, como ausência de concordância verbal, deveriam excluir a redação da pontuação máxima.

Segundo o jornal "O Globo", os textos recebidos tinham problemas de acentuação em palavras como indivíduo, saúde, geográfica e necessário, além de algumas frases não terem ponto final.

Em uma das redações analisadas, o candidato erra duas vezes a concordância. Escreve, por exemplo, "essas providências, no entanto, não deve (sic) ser expulsão". O estudante conjuga ainda o verbo haver, no sentido de existir, no plural: "É fundamental que hajam (sic) debates".

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) afirmou ao jornal carioca que uma redação nota máxima pode apresentar alguns desvios nas competências avaliadas. Segundo a nota enviada ao jornal "O Globo", "um texto pode apresentar eventuais erros de grafia, mas pode ser rico em sua organização sintática, revelando um excelente domínio das estruturas da língua portuguesa".


Mais um absurdo... vejam que este "companheiro" só conseguiu 500 pontos em um total de 1.000, injustiça:

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Numa civilização ideal todos deveríamos ter os mesmos privilégios e regras mas, sabemos, que no dia a dia isto não é assim. Por isto "utopia" passou a ser sinônimo de desejável mas não alcançável. Pena!
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Disso eu sabia e você? 19 Set 2013 23:07 #203422

NNunes e aos demais, realmente confesso que as regras gramaticais não são fáceis, não sei do grau de escolaridade dos participantes o que é muito relativo.Hoje em dia a educação escolar está muito deficiente, acredito que na nossa época era mais interessante,mesmo em se falando de ensino público.
Com relação a redação em que o adinis se refere, infelizmente é uma realidade em nosso País, tanto que obtiveram nota sem a observância dos erros grosseiros, (educação escolar está muito deficiente) é uma pena, pois o português bem empregado na escrita ,pontuação e concordância, já uma poesia.
E a garotada de hoje mandando seus torpedos, é uma vergonha e não é pela agilidade de enviar a msg e sim por não saberem a pontuação e concordância. Como eles detestam escrever, mais adoram digitar, seria interessante os professores darem uma prova de redação mesmo que com poucas frases, más que tivesse que ser enviadas por SMS. :oks

Obs: me desculpem pelos erros na escrita e na pontuação. :blush:
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Disso eu sabia e você? 25 Jan 2015 12:34 #236557

Olá, pessoal!


Voltando ao assunto... por que não usar crase antes de verbo.


Volta e meia a gente vê um ou outro usuário colocar o sinal indicativo de crase diante de verbo; jamais ocorre crase, simplesmente pelo fato de o verbo não admitir artigo, e se artigo houvesse seria o "o" e não o "a". Qualquer palavra pode ser substantivada, bastando colocar artigo na frente dela.

Vamos ao exemplo pra simplificar: O andar da mulher brasileira é muito sensual. Veja que antes do verbo surgiu o artigo "o" e não "a". Como sabemos para ocorrer crase precisamos do "a" preposição (exigência do verbo) mais o artigo "a" exigência da palavra empregada. Exemplo de palavra feminina que não exige artigo -- Santa Catarina. Vou a Santa Catarina no final do ano. O "a" que aparece é preposição, exigência do verbo "ir"; falta portanto o outro "a" (artigo), uma vez que essa palavra não o exige. Portanto, sem crase.

Às vezes, decora-se que diante de palavra masculina não há crase sem saber o porquê. Ora, diante de palavra masculina o artigo exigido é o "o", como precisa-se do "a" não haverá a crase.

Não faz sentido errar algo tão fácil, salvo se for pelo simples gosto de errar, porque dificuldade não existe no caso tratado.

NNunes.
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